Miro 4 de agosto de 2010
Dia cinza
bom de deprê!
De ficar
protegido
entre mantas
e chás.
Dia cinza
de lãs e crochês!
Dedos duros
encolhidos
em curtos
pavios.
Dia cinza
do frio à mercê,
nariz ilhado
em lenços
e a garganta
em nós...
Dia cinza
Teus olhos cadê?
Gelo nas veias
de brilhos
minguantes
sem ar.
Dia cinza
velho clichê:
sob meu edredom
um cio solitário
é neblina
em Você!
Lisboa e eu
Há 5 anos
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