quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ampulheta!


Miro 01.08.2003

Ao olhar a areia escorrendo tranqüila na ampulheta
Sinto o tempo no vão entre os meus dedos
Lembro-me dos ciclos que já vivi
Das vezes que para recomeçar
Precisei, como a ampulheta,
Virar-me de cabeça para baixo
Deixando escoar velhos preconceitos
E enchendo o vazio da ansiedade
Com o calor da vontade
E as cores vivas da esperança
Meu maior engano foi acreditar
Que cada ciclo seria definitivo
E a cada vira-volta que fazia
Mais aprendia,
Um novo
modo de olhar:
o mundo
Olhar o vento
Olhar as pessoas
E o próprio tempo.
Hoje sei que o tempo é amigo
Que apaga as mágoas
Que supera as perdas
Que apesar de inesperado
E inevitável, é o tempo
O grande recurso que tenho
Para ser feliz, para ser amigo
Para ser alguém, para olhar o futuro
E para recordar também os bons momentos
Que como a areia da ampulheta
Escorregaram ligeiros pelos meus olhos
Mas que por força da saudade
Se agitam sempre no fundo do coração
Trazendo a certeza que me leva em frente
Em busca de novas verdades, novos desafios, uma nova realização!

2 comentários:

Alba Regina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alba Regina disse...

..belo encontro com o valor do tempo..gosto da ampulheta